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Após demitir enfermeira cristã, hospital abrirá clínica de destransição para menores

A enfermeira cristã Vanessa Sivadge, demitida do Texas Children’s Hospital (TCH), nos EUA, após denunciar supostas fraudes no Medicaid relac...

Após demitir enfermeira cristã, hospital abrirá clínica de destransição para menores
Após demitir enfermeira cristã, hospital abrirá clínica de destransição para menores (Foto: Reprodução)

A enfermeira cristã Vanessa Sivadge, demitida do Texas Children’s Hospital (TCH), nos EUA, após denunciar supostas fraudes no Medicaid relacionadas a procedimentos de transição de gênero em menores, chegou a um acordo que prevê a criação da primeira clínica gratuita do país destinada a pessoas que desistiram da transição de gênero.

Segundo o Christian Post, o acordo determina que o hospital inaugure a clínica até o final de outubro.

O TCH também deverá pagar US$ 10 milhões em multas para resolver alegações de fraude no Medicaid e demitir cinco médicos que realizaram procedimentos em desacordo com a legislação do Texas, de acordo com o Burke Law Group, que representou Vanessa.

Mudanças no hospital

O acordo também estabelece reformas institucionais no Texas Children’s Hospital, incluindo treinamento de profissionais de saúde sobre os riscos dos procedimentos de transição.

O hospital ainda deverá alterar seus regulamentos para determinar que médicos que realizarem esses procedimentos em menores percam seus privilégios clínicos, além de se comprometer a proibi-los em suas instalações.

O acordo é resultado de uma investigação que durou anos e contou com a participação do Gabinete do Procurador-Geral do Texas e do Departamento de Justiça dos EUA.

O caso envolve alegações de violações da Lei Federal de Falsas Alegações (False Claims Act), da Lei de Prevenção de Fraudes no Medicaid do Texas, da Lei Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos, além de leis federais relacionadas a fraude e conspiração.

Em comunicado, o Texas Children’s Hospital confirmou a conclusão do acordo.

“Na semana passada, finalizamos um acordo com o procurador-geral do Texas e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, encerrando este capítulo para concentrarmos nossos recursos em cuidados e descobertas que salvam vidas”, declarou o hospital.

“Somos gratos e orgulhosos de nossos renomados médicos e enfermeiros, cuja excelência clínica nos torna o principal sistema de saúde pediátrica e feminina do país. Nosso foco continua sendo criar um futuro mais saudável para crianças e mulheres em todo o Texas e no mundo”, acrescentou.

Denúncias e demissão

Vanessa ganhou repercussão nacional em 2024. Segundo ela, o FBI a ameaçou e o hospital a demitiu depois que ela revelou anonimamente ao jornalista Christopher Rufo, em 2023, que o hospital estaria utilizando recursos federais para custear hormônios do sexo oposto e bloqueadores de puberdade para menores, em violação à legislação estadual.

No ano seguinte, a enfermeira foi demitida após solicitar uma acomodação religiosa que permitiria sua transferência para fora da clínica de endocrinologia.

Ela afirmou que estava sendo obrigada a ter “participação indireta no cuidado de crianças que utilizavam hormônios do sexo oposto”.

Na época, Vanessa afirmou que sua demissão ocorreu em retaliação por ter exposto “informações sobre o padrão flagrante de engano e fraude no Medicaid do TCH”.

Segundo ela, o hospital também “ignorou ilegalmente meu pedido de transferência devido à minha crença de que esses procedimentos causam danos irreversíveis e arrependimento por toda a vida a crianças confusas sobre seu sexo”.

“Para Deus seja a glória”

Após a conclusão do acordo, Vanessa publicou uma declaração nas redes sociais relembrando o momento em que deixou o hospital após sua demissão.

“Se eu pudesse voltar no tempo e falar com a garota aterrorizada e insegura que saiu do Texas Children’s Hospital com uma caixa contendo seus pertences, eu diria isto: seu caso como denunciante um dia resultará na primeira clínica dos Estados Unidos para pessoas que desistiram da transição. Essa frase ainda não parece real. Mas agora – dois anos depois – finalmente posso compartilhar TUDO sobre o que não pude falar até agora. Acabou. Eu venci. Para Deus seja a glória”, declarou.

Em outra manifestação, a enfermeira agradeceu às pessoas que a ajudaram durante o processo e afirmou que os resultados fizeram o sacrifício valer a pena.

“Foi uma jornada difícil e as cicatrizes desse caminho não desaparecerão tão cedo. Perdi o emprego que amava e a carreira que trabalhei tanto para construir. Mas agora? A primeira clínica dos Estados Unidos para pessoas que desistiram da transição. Cinco médicos demitidos. US$ 10 milhões devolvidos ao governo. Inúmeras reformas internas e exigências éticas. É extraordinário. É sem precedentes. Valeu a pena.”

Motivação cristã

Em entrevista ao Christian Post em 2024, pouco depois de ser demitida, Vanessa afirmou que enxergava sua situação como parte de uma batalha espiritual e que sua fé cristã havia motivado sua decisão de denunciar o que considerava errado.

“Efésios 5 diz para não termos nada a ver com as obras inúteis do mal e das trevas, mas, em vez disso, expô-las, e que tudo o que é exposto pela luz se torna visível”, afirmou.

“Então, essa foi realmente a base e a motivação para eu fazer o que fiz, para me manifestar da maneira como fiz. Porque temos, acredito, a responsabilidade, como cristãos, de trazer à luz aquilo que tem sido feito nas trevas”, completou.

Caso de outro denunciante

Vanessa também citou o caso de seu colega e também denunciante, o médico Eithan Haim, que, segundo ela, foi igualmente alvo de autoridades federais durante o governo Biden.

Haim havia vazado registros médicos com informações confidenciais ocultadas que, segundo a reportagem, sugeriam que o Texas Children’s Hospital continuava prescrevendo bloqueadores de puberdade para crianças, apesar de afirmar o contrário.

O médico chegou a responder a quatro acusações criminais e poderia enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão. No entanto, o caso foi arquivado pouco depois da posse do presidente Donald Trump, em janeiro de 2025.

Ao comentar o desfecho, Vanessa afirmou em sua declaração que acredita que, se Kamala Harris tivesse vencido a eleição presidencial, tanto ela quanto Haim estariam presos.

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